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07/06/2019 às 10:24
Barragem: lei para apoiar atingidos deve ser apresentada pela Assembleia

Em seminário sobre impactos gerados pelos rejeitos de minério da Vale, a deputada Iriny Lopes se comprometeu a ajudar as comunidades atingidas, apresentando uma proposta legislativa criando o Plano Estadual para os Atingidos por Barragens. A parlamentar assumiu o compromisso com as comunidades atingidas pela lama de rejeitos de minério trazida pelo rio Doce ao Espírito Santo, em decorrência do rompimento da barragem de Mariana (MG).

 

Esta foi uma das demandas apresentadas pelos representantes dos movimentos sociais no seminário “Vinte e dois anos de privatização da Vale: direitos dos atingidos e soberania”, realizado na Assembleia.

 

Nós vamos produzir um pré-projeto para ser debatido e esperamos trazer outros parlamentares para esse movimento, afinal, diversos colegas têm se manifestado claramente em plenário para registrar o seu repúdio diante das vítimas do rompimento das barragens de Brumadinho e Mariana. Esperamos trabalhar juntos para aprovar esse projeto que proteja não só os atingidos por barragens, mas para os atingidos pelos grandes empreendimentos quando ocorre negligência de qualquer tipo”, afirmou Iriny Lopes.

 

Outras demandas apresentadas pelos participantes, e também assumidas pela deputada, dizem respeito às doenças provocadas pelas contaminações provocadas pelos dejetos que vêm sendo trazidos pela lama tóxica que desce o rio Doce até a foz. A integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), Tchenna Maso, disse que os acionistas da Vale têm seus direitos garantidos e muitos já foram indenizados pelos prejuízos financeiros que tiveram por conta da queda das ações. Entretanto, a Vale não responde criminalmente pelas mortes de Mariana, mas os dirigentes do MAB respondem por pelo menos 19 processos por conta da ação contra crimes.

 

A integrante da coordenação do MAB em São Mateus, Silvia Lafayete, falou das colegas do movimento que morreram recentemente, e disse que desconhece as causas, pois a saúde na região está em perigo em consequência do crime ambiental, afetando a qualidade da água que está sendo consumida. Ela mesma afirmou que constantemente tem coceiras no corpo. “As pessoas estão comendo peixes contaminados e os pescadores estão com muitas dificuldades para receber o cartão emergencial”. Carlão da Vila do Riacho, em Aracruz, disse que a Fundação Renova entende que a região não foi atingida pela lama. Portanto, não têm direito a nada. “A empresa destrói e não coloca nada no lugar”. Além disso, disse que o tratamento feito no rio Riacho pela Suzano matou a vida do rio.

 

Joyce de Barra do Riacho, de família de pescadores, disse que sua mãe morreu de câncer, com o sangue contaminado com chumbo. De acordo com ela, o rio passa dentro da propriedade e peixes contaminados foram consumidos. Joyce disse que muitas pessoas já morreram de câncer depois da contaminação do rio Doce.

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