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11/08/2017 às 08:28
Câmara de Aracruz abre CPIs para investigar contratações de empresas de lixo

Depois de rejeitar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), destinada a apurar suposta fraude na dispensa de licitação e contratação emergencial da empresa S. A. Serviços de Limpeza e Soluções Ambientais, feita no início do ano pelo prefeito Jones Cavaglieri (SD), o presidente da Câmara de Aracruz, Alcântaro Filho (REDE), foi pressionado pelos vereadores da oposição e autorizou a criação de duas CPIs para investigar a Corpus Saneamento, que prestava o serviço, e também a S. A., contratada emergencialmente, levando em conta a denúncia feita na Assembleia pelo deputado Hudson Leal.

 

Um dos autores do pedido de CPI, o vereador Alexandre Manhães (PMDB), ficou revoltado com a decisão inicial do presidente e entrou com dois recursos administrativos, além de manifestar a intenção de ir ao Ministério Público, o que levou Alcântaro Filho a mudar sua posição, mas incluindo a CPI para investigar o plano de trabalho da Corpus. A CPI da S. A. vai investigar a forma de contratação da empresa.

 

Manhães explicou que cada CPI terá três vereadores da oposição e três da situação, havendo revezamento nos nomes dos presidentes e relatores, que serão conhecidos hoje 11, e questionou: “por que o medo de investigar?”. Ouvido pela reportagem da FOLHA DO LITORAL, Alcântaro Filho explicou que “no seu entender, bastava uma CPI para investigar todos os contratos de licitação desde 2015, envolvendo as empresas Corpus e S. A., e avisei ao prefeito Jones que se forem encontradas irregularidades na contratação emergencial, serei o primeiro a denunciar”.

 

O pedido de CPI foi feito com base no procedimento de investigação instaurado pelo Ministério Público (nº 2017.0005.7619-98, de 22 de março de 2017), por sete dos 17 vereadores, sendo assinado por Alexandre Ferreira Manhães, Romildo Broetto, Mônica de Souza Pontes Cordeiro, Carlos de Souza (Carlinhos do Josiel), Hilário Antônio Nunes Loureiro (Toni Loureiro), Dileuza Marins Del Caro e José Gomes dos Santos (Lula).

 

O vereador Fábio Netto (PCdoB), que não assinou o pedido de CPI, informou que em 2015 a Ambitec prestava o serviço ao município por R$ 1.867.199,99 ao mês; e que a Corpus assumiu o serviço, devido à proibição judicial feita àquela empresa, pelo valor inicial de R$ 1.790.641,90 e depois praticando reduções para R$ 1.706.771,36 e R$ 1.646.217,90. A S. A. assumiu no início do ano com um preço de R$ 2.026.677,25.

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