
Usando a navegação por barcaças no transporte de madeira entre a Bahia e a Unidade Aracruz, em Barra do Riacho, a Fibria Celulose retirou cerca de 94 mil carretas da rodovia BR 101 Norte, contribuindo drasticamente na emissão de CO². A indústria é pioneira no resgate da cabotagem (navegação marítima entre portos de um mesmo país).
O novo modal foi implantado em 2003, com o objetivo de diversificar os modais utilizados e reduzir o tráfego de carretas a serviço da empresa, na BR 101, nos trechos entre o Extremo Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo. O porto de embarque de madeira de eucalipto na Bahia fica na cidade de Caravelas, além de um Terminal de Embarque de celulose em Belmonte.
Perto de completar uma década, o sistema vem evoluindo e responde atualmente por 30% do abastecimento de madeira da fábrica de Barra do Riacho. A média diária de madeira entregue via modal marítimo aumentou de 1.849,53 m³ em 2003 para 6.923,60 m³ em 2012, um acréscimo de 274%.
Este ano o desempenho do transporte marítimo vem sendo particularmente positivo, com o registro de vários recordes. O último deles foi em abril, quando a movimentação somou 217.173 m³. Esse volume equivale à carga de aproximadamente 4,5 mil carretas tritrem, modelo usado pela Fibria, significando o mesmo número de viagens a menos pela BR 101. Abril foi o terceiro mês consecutivo em que o transporte de madeira em barcaças ficou acima de 200 mil m³.
Ézio Tadeu Lopes, Gerente de Logística Florestal da Fibria no Espírito Santo e Bahia, atribui o desempenho à melhoria em todos os processos envolvidos: fluxo contínuo de carretas para carregamento das barcaças em Caravelas, tempo de carregamento/descarregamento dentro da meta e melhor eficiência na navegação propriamente dita, além de outras melhorias operacionais. A madeira é embarcada no Sul da Bahia e desembarcada no Portocel. Em linha reta, a distância percorrida por via marítima é de 275 km, percurso feito em aproximadamente 12 horas.
O sistema de transporte marítimo de madeira foi desenvolvido sob medida para atender as necessidades da Fibria, numa parceria com a Norsul Navegação. Cada barcaça comporta o equivalente à carga de aproximadamente 100 carretas tritrem (5.000 m³) e o sistema da empresa conta com uma frota de quatro barcaças e dois empurradores.
"Por ano, conseguimos evitar 94 mil viagens de carretas na BR 101 (considerando ida e volta), o que resulta em menor consumo de combustíveis, menor emissão de gases de efeito estufa, como o CO², e menor consumo de pneus", garante Ézio Tadeu Lopes. Além dos benefícios ambientais e econômicos, o transporte marítimo também contribui para a segurança na rodovia, já que elimina a necessidade de milhares de viagens de carreta no ano.
Coluna
Beth Vervloet

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