
Apesar de publicar um edital de convocação dos conselheiros, no dia 27, para discutir a participação do clube no Campeonato Brasileiro da Série D, o Aracruz confirmou presença na competição nacional, usando o patrocínio de R$ 50 mil mensais oferecido pelo Banestes como recursos financeiros. Não se sabe ainda se o técnico Vevé e os jogadores do elenco vice-campeão capixaba serão aproveitados.
Em campo, após a derrota em casa – a única no campeonato – para a Desportiva Ferroviária, que custou o bicampeonato faltando três minutos para o fim do jogo, só lamentações de torcedores, dirigentes e jogadores. Faltou calma e vontade de jogar atacando, característica do time, contra um rival experiente e com tradição no futebol capixaba.
A Desportiva foi o time de melhor ataque, melhor saldo de gols, equipe que mais venceu no certame e único time que conseguiu derrotar o Aracruz em casa neste Capixabão, e após um jejum de 13 anos, volta a conquistar o título. O Estádio do Bambu lotou, mas o jogo terminou com a vitória da Desportiva Ferroviária por 2 a 1, em uma partida em que o predomínio territorial grená foi evidente, muita tensão e emoção, pois o gol do título só veio aos 43 minutos da segunda etapa.
A Desportiva Ferroviária abriu o placar aos três minutos, com Léo Oliveira, que se antecipou ao zagueiro Marco Antônio e escorou cruzamento do lateral-direito Anderson Sorriso para marcar o primeiro gol grená. O Aracruz empatou com Regílson, que após um bate-rebate na área da Tiva, tocou de bico e balançou as redes. E o gol do título veio da perna esquerda do lateral-direito Anderson Sorriso, que da intermediária, não tomou conhecimento do goleiro Paulo Vitor e mandou uma bomba no ângulo e 'matou o jogo'.
Com o título, a Desportiva Ferroviária conquistou a vaga capixaba, de forma direta (sem seletiva) para a Copa do Brasil 2014. Já o Aracruz vê o sonho do bicampeonato capixaba se tornar um pesadelo com a derrota. Como prêmio de consolação, a equipe, que foi a melhor da competição na primeira fase, recebeu a vaga na Série D do Brasileirão, que começa em junho, onde estreia dia 2, em casa, contra o Tupi de Juiz de Fora (MG).
Com arbitragem de Felipe Varejão (CBF), o Aracruz perdeu o título no “apagar das luzes”, com: Paulo Vitor; Douglas (Madisson), Nino, Marco Antônio e Ayrton; Cal Santos, Tabata, Bombom (Breno) e Sidnei (Bruno Augusto); Badinho e Regílson.
Coluna
Beth Vervloet

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