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10/04/2015 às 06:07
Câmara de Fundão rejeita contas de ex-prefeitos

Acatando o parecer do Tribunal de Contas do Espírito Santo, os vereadores de Fundão rejeitaram as contas dos ex-prefeitos do município, Marcos Fernando Moraes e Anderson Pedroni Gorza. O primeiro foi afastado do cargo durante a Operação Tsunami, que investigou suposto esquema de corrupção na coleta de lixo. O segundo o sucedeu, mas foi cassado pela Câmara. Ambos estão inelegíveis.

 

O Tribunal de Contas considerou irregulares as contas de Anderson Pedroni Gorza relativas ao ano de 2011, por contrariarem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Já as contas de Marcos Fernando Moraes também receberam o indicativo de rejeição pelo órgão. A decisão da área técnica do órgão fiscalizador foi tomada em 11 de junho do ano passado, referente ao Processo TC 2425/2012. Anderson Pedroni Gorza teve as contas rejeitadas por ter cometido inúmeras irregularidades contra a LRF. Segundo a análise do TC, “a prestação de contas anual da Prefeitura de Fundão, sob a responsabilidade de Marcos Fernando Moraes e Anderson Pedroni Gorza, referente ao exercício de 2011, não atendeu a majoritariamente os pilares da LRF”.

 

Gorza assumiu o município de Fundão após a Operação Tsunami, que acarretou no afastamento do então prefeito Marcos Fernando Moraes, do vice Ademir Loureiro de Almeida e na prisão de 12 servidores do alto escalão da prefeitura. Logo ao assumir o mandato tampão, Anderson, que era o presidente da Câmara, também se envolveu em uma série de irregularidades, dentre elas a contratação de uma empresa de engenharia, a Rastro Construções e Serviços, por meio do Pregão 068, que se transformou em processo junto ao Tribunal de Contas, registrado no órgão sob o número 1350/2012.

 

Ele foi apontado como tendo cometido irregularidades que resultaram em prejuízos de R$ 301.865,82 aos cofres públicos de Fundão. Anderson teve o mandato cassado pela Câmara em junho de 2012. A Lei da Ficha Limpa, sancionada em 2010, torna inelegível por oito anos um candidato com mandato cassado ou com as contas rejeitadas pelos tribunais, mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos.

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