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14/05/2009 às 10:10
BR 101 - Ibiraçu a Fundão: 11 quilômetros de perigo constante

O motorista que trafega pelos 11 quilômetros da rodovia BR 101, entre as cidades de Ibiraçu e Fundão, deve tomar muito cuidado com os vários pontos de perigo constante, devido à defasagem do traçado da pista, que tem mais de 40 anos, a sinalização deficiente e confusa e as inúmeras curvas de ângulo fechado. Em todo o Norte do Estado, o pequeno trecho é campeão de acidentes e mortes. A reportagem da FOLHA DO LITORAL percorreu e fotografou os perigos do trajeto.


Trafegam entre as duas cidades, por dia, cerca de 10 mil carros, segundo estimativa do DNIT. O trânsito pesado de toda a região Norte passa por ali, e entre os poucos pontos de ultrapassagem, o maior deles tem apenas 1,6 quilômetros de extensão, insuficiente para a fila de veículos formada atrás de carretas conseguir passagem. Apenas um trecho, no sentido de Fundão, de dois quilômetros, possui pista dupla, entre o mirante da igrejinha e o trevo do Mosteiro Zen, com a agravante da existência de um ponto de ônibus no local.


Com a reforma da rodovia, trafegar à noite ficou mais fácil, em virtude da sinalização refletiva de divisão das faixas da pista, mas ao mesmo tempo representa perigo devido às ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade, além dos erros de engenharia e sinalização cometidos pelo DNIT.


A série de perigos começa em frente à Lanchonete Sfalsin, onde existe, no acostamento, um enorme buraco com cerca de quatro metros de profundidade e dois de diâmetro. Ao chegar em frente à igreja de São Marcos, no centro de Ibiraçu, o motorista percorreu 500 metros em pista dupla, e de repente esbarra com o início da pista simples, sem qualquer sinalização, e um quebra-molas onde a placa de advertência está em cima do obstáculo.


Existe muito perigo de acidente nas curvas em "S" de Pendanga. Logo após a travessia de uma ponte, o motorista que trafega no sentido de Fundão encontra o acesso de caminhões à fábrica da FIESA, sem trevo e veículos lentos cruzando a faixa. A curva antes da ponte é tão acentuada que diversas carretas tombam no acostamento da contramão, por excesso de velocidade. Em seguida vem a perigosa curva do Cachoeirão, local de acidentes constantes com veículos pesados.


Antes da entrada em Fundão, o motorista enfrenta três curvas perigosas, uma delas na chegada à estreita ponte. Logo após atravessar a cidade, o motorista enfrenta a curva do viaduto, com a agravante de estreitamento da pista e veículos saindo do acostamento, em função do comércio de frutas instalado quase dentro da rodovia.


O último acidente grave ocorreu na manhã do dia 15 de abril, envolvendo o caminhão guincho de placa MPB 1318 e o ônibus da viação Águia Branca (linha Porto Seguro a Vitória), no Km 229,6, na chegada a Fundão, que deixou três mortos: Márcio Nascimento Ribeiro (motorista do ônibus), Adão de Oliveira Guimarães (passageiro do caminhão) e Rodrigo Moratti Guimarães (condutor do caminhão), os dois últimos pai e filho. No ônibus viajavam 34 passageiros e 14 ficaram feridos.

 

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