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21/11/2012 às 10:35
Justiça ainda não decretou prisão preventiva de Dr. Wagner

Preso desde o último dia 7 no Centro de Triagem de Viana, o médico otorrinolaringologista Wagner Rodrigues Lucas, 59 anos, acusado de mandar matar o concorrente Luciano Nobis do Nascimento na noite de 16 de setembro de 2004, no bairro Jardins, em Aracruz, ainda não teve a prisão temporária de 30 dias transformada em prisão preventiva pela Justiça, e pode ser solto em 7 de dezembro.

   A prisão temporária foi decretada pela juíza Glícia Mônica Dornella Alves Ribeiro, titular da 2ª Vara Cível e interina na Vara Criminal, a pedido do delegado Janderson Lube. Quando foi preso na sua casa de Aracruz, Wagner Lucas teve um arsenal apreendido, formado por sete armas de fogo, sendo esta a segunda apreensão de armas em sua residência. Ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de armas.

   O médico Wagner Rodrigues Lucas foi indiciado como mandante do assassinato do otorrinolaringologista Luciano Nobis Nascimento e na terça-feira 20, por tráfico de drogas, de acordo com o delegado Janderson Lube, que pode a qualquer momento requerer a prisão preventiva do médico. Durante a investigação do homicídio, ficou comprovado que Wagner prescreveu um medicamento abortivo a uma mulher desconhecida, realizando ainda orientação para a prática do aborto, frisa o inquérito.

   Considerado um criminoso frio e calculista pelo delegado Janderson Lube, do Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas (Nuroc), Wagner Lucas foi preso durante a Operação Anubis. Segundo o delegado, a motivação do crime foi a concorrência por clientes, que antes eram de Wagner, mas que passaram a se consultar com Luciano. O mandante do crime contratou o servidor público Genézio Lazzarini Gregório, 43, por R$ 30 mil, para matar o concorrente. Este, por sua vez, contratou dois pistoleiros e emprestou a moto usada na fuga dos criminosos. Luciano foi executado com três tiros na cabeça.

   Todos os envolvidos tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça de Aracruz. Além de Wagner e Genésio, estão presos o ex-cabo da PM Pedro do Carmo, 51, e o soldado PM Abede Manoel dos Anjos Azevedo, 44, atualmente na reserva, além do caminhoneiro Édson Albino de Andrade, acusado de ser ao autor dos disparos que mataram o médico, quando este chegava em casa, no início da noite, e foi executado ao abrir o portão da garagem. Pedro e Abede monitoravam os passos da vítima e deram as dicas para facilitar o assassinato, além de terem a missão, como policiais, de retardarem o atendimento à ocorrência, como forma de garantir a fuga do assassino.

   O delegado Janderson Lube garante que Édson participou do assassinato do médico, mas ainda existe a dúvida se quem atirou três vezes contra a cabeça da vítima foi o caminhoneiro ou o outro suspeito. Os dois estavam na moto, de acordo com a polícia. O outro executor do médico ainda não foi identificado. Há informações, ainda não confirmadas, de que ele morreu após cometer o crime.

 

Dr. Wagner é acusado de mandar matar jovem em hospital

Além de ser apontado como mandante do assassinato do otorrino Luciano Nobis, o médico Wagner Lucas é suspeito de mandar matar o adolescente Fábio Nunes Correa, em 2001. O crime foi dentro do Hospital São Camilo, em Aracruz, onde a vítima estava internada. O menor teria tentado estuprar a mulher do médico. Por isso, a morte dele foi encomendada.

   O intermediário do assassinato do adolescente Fábio Correa foi o empresário Telmo Bitti Barcelos, 52 anos, que foi preso quando desembarcava de um avião vindo de Belém, capital do Pará. Ao todo, 25 policiais civis participaram da Operação Anubis (deus da morte egípcio) que cumpriram as prisões de Wagner, Pedro, Abede, Édson, Genésio e Telmo.

 

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