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06/02/2011 às 22:06
Morre o professor José Maria Coutinho

Morreu na manhã deste domingo (6), aos 63 anos, o professor José Maria Coutinho, historiador, escritor com livro lançado sobre a história de Aracruz e ex-secretário Municipal de Cultura, Desporto e Lazer do município. Coutinho estava internado há algumas semanas em um hospital de Vitória, onde não conseguiu vencer o câncer. O corpo foi velado na Capela Mortuária de Aracruz e depois cremado na Barra do Jucu, em Vila Velha.

   Coutinho era tio do prefeito afastado de Aracruz, Ademar Coutinho Devens, e dos vereadores George Cardozo Coutinho e Ozair Gonçalves Auer, além de irmão do ex-vereador de Aracruz e ex-presidente da Câmara, Pedro Coutinho. O professor José Maria nasceu em Barra do Riacho. Em 1969 formou-se pela UFES em História e na mesma Universidade, em 1971, tornou-se Mestre em História da América, e em seguida embarcou para Os Estados Unidos, onde defendeu o Doutorado (pH. D) em Ciências Sociais e Educação Comparada, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), onde foi colega de turma do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan.

   O professor Coutinho escreveu vários livros, sendo o mais recente “Uma História do Povo de Aracruz”, em dois volumes, tendo proferido centenas de palestras. Quando se aposentou como professor universitário, após 34 anos de vida acadêmica, já tinha lecionado em nível de 3º grau, mais de 20 disciplinas.

   Ele levantou a bandeira da criação da secretaria municipal de Cultura, e em 2006 viu os seus esforços serem recompensados pelo sobrinho Ademar Devens, com a criação da secretaria de Cultura, Desporto e Lazer, que até então eram departamentos da secretaria de Turismo. Desde então, não parou mais. Com a ideia do multiculturalismo, ou seja, a junção de várias tendências culturas, étnicas e folclóricas.

   O professor José Maria era um obstinado e um apaixonado por várias causas, entre elas a cultura indígena e o direito dos povos indígenas em relação à dominação dos “invasores brancos”; os quilombolas, descendentes dos negros escravos, que segundo o professor têm direito não só a preservar suas tradições, como também reaver núcleos territoriais que pertenceram aos seus antepassados; e dos folguedos, representados pelo congo, pelo “Bumba Meu Boi” e por outras manifestações populares. Ele foi o criador do “Desfile Multicultural de Aracruz”.

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