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23/07/2010 às 09:54
Registros de candidaturas no TRE-ES

   Coligações aliadas ao governo devem eleger maioria de deputados

As 10 vagas de deputado federal e as 30 de estadual, de acordo com os registros das candidaturas feitas no TRE-ES, indicam a probabilidade das coligações (16 partidos) alinhadas ao governador Paulo Hartung (PMDB) eleger a maioria para as duas casas de lei. Ao todo, são 86 candidatos a deputado federal e 479 à Assembleia, mas nem todos devem ter seus nomes nas urnas, devido à nova regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto aos chamados "fichas sujas".


   Para a Câmara Federal o grupo se dividiu em duas pernas. A primeira, formada por PSB, PT, PMDB, PTdoB e PTC tem 27 candidatos. A segunda, com PDT, PR, PP, PSC, PRB, PV e PCdoB, tem mais 30 candidatos, entre eles o ex-prefeito de Ibiraçu e ex-deputado federal por dois mandatos, Marcus Vicente. Os puxadores de votos nas duas pernas, as sobras de legenda e o reforço da candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) devem garantir ao grupo a maioria na Câmara, com a conquista de até sete das dez cadeiras.


   O contingente é bem maior do que no palanque que apoiará Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) à sucessão estadual. São 24 candidatos da coligação formada por PSDB, DEM, PPS e PTB. O grupo pode conseguir duas vagas e meia e ficar na expectativa das sobras de legenda e dos votos atraídos pela candidatura presidencial de José Serra. Neste cenário não sobra espaço para os três candidatos do Psol e os dois da coligação do PRTB-PSL, de acordo com os analistas políticos.


   No caso da Assembleia Legislativa, a situação será ainda mais favorável ao grupo do governador Hartung, que dividiu a coligação em cinco pernas, com 291 candidatos a deputado estadual, podendo conquistar quase dois terços das vagas. PSB, PMDB e PT têm, juntos, 69 candidatos (entre eles o vice-prefeito de Aracruz, Jones Cavaglieri) e podem conseguir uma bancada de cinco deputados. Outra forte coligação é a formada por PR, PP, PSC e PRB, que tem 66 candidatos (entre eles Luiz Cláudio Gomes Souto, de Aracruz) e também pode eleger cinco. PCdoB, PRP e PTN apresentaram 52 nomes, mas podem eleger apenas dois deputados. Já a coligação dos pequenos PV, PHS, PTC e PTdoB tenta compensar pela quantidade, com 70 candidatos, o que pode garantir três cadeiras na Assembleia.


   O PDT (que tem como candidato por Aracruz o ex-vereador, ex-vice-prefeito e ex-deputado estadual Marcelo Coelho), ao atrair o PSDC, reforçou sua chapa e, juntos, colocarão 34 nomes na disputa, mas alguns estão pendurados na Justiça, o que pode prejudicar o desempenho do grupo. Se conseguir driblar os obstáculos, pode ficar com uma bancada de quatro deputados. O bloco tucano tem duas pernas à Assembleia. Na primeira, com PSDB, PMN, DEM e PPS, os 48 candidatos podem garantir quaro cadeiras, mas isso dependerá do desempenho de seu principal puxador de votos, o deputado Theodorico Ferraço (PTB). Sozinho, o PTB tem 35 candidatos, mas tem um trunfo na manga: o ex-governador Max Mauro, que vai inflar a chapa e pode contribuir para que o partido consiga eleger quatro deputados, além do ex-prefeito de Linhares, José Carlos Elias.


   O Psol tem 80 nomes inscritos, mas deve conseguir uma vaga. A união de PRTB e PSL garantiu 25 nomes na disputa (entre eles o advogado de João Neiva, Valério Loureiro). Embalados pela popularidade do ex-presidente da Assembleia José Carlos Gratz e do ex-deputado Jardel dos Idosos, o grupo pode eleger dois parlamentares. Esse prognóstico, porém, é inicial, já que a análise das candidaturas pode deixar alguns puxadores de votos fora da disputa, o que prejudicaria as chapas.


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